Obras na Ilha Barnabé começam neste mês

Obras na Ilha Barnabé começam neste mês

Obras na Ilha Barnabé começam neste mês

VEÍCULO : A TRIBUNA   – CADERNO: ONLINE – DATA : 01.10.2020 

As obras de reparo estrutural do cais da Ilha Barnabé, na Margem Esquerda do Porto de Santos, devem começar em duas ou três semanas, informou ontem a Autoridade Portuária de Santos (APS). O serviço afetará a capacidade operacional dessa região, mas, para reduzir o impacto na movimentação de cargas, uma série de medidas é preparada pela APS.

A Ilha Barnabé é estratégica para a movimentação de granéis líquidos do Porto, concentrando 35% dos embarques e desembarques desse tipo de carga.

Segundo a APS, o projeto prevê a recuperação estrutural do cais e dos dolfins (estruturas de concreto utilizadas para a atracação de navios), a construção de um dolfim de amarração, a contenção do talude (parte inclinada do terreno, sob o cais) e a instalação de passarelas metálicas. O custo será de R$ 24,8 milhões, a serem pagos com recursos próprios da APS.

Os trabalhos estão a cargo da Ster Engenharia Ltda., que terá 18 meses para entregá-los. Mas, segundo o diretor de Desenvolvimento de Negócios e Regulação da APS, Bruno Stupello, que responde interinamente pela Diretoria de Infraestrutura, o serviço deve ser concluído em até 16 meses.

A ilha conta com três berços: Píer1, de uso exclusivo da Ageo Terminais; São Paulo; e Bocaina. Os reparos vão ocorrer nos dois últimos, que atendem aos terminais da Ageo e da Adonai, e serão feitos alternadamente, começando pelo São Paulo. “Assim, durante o período de obras, apenas um berço será interditado e sempre teremos dois em operação”, afirmou o diretor.

Stupello explica que o reparo no berço São Paulo deve levar oito meses. Mas no Bocaina, com o ganho de experiência, esse período deve ser reduzido.

De acordo com o diretor, a obra deve reduzir a capacidade operacional anual do cais da ilha em 15% ou até 20%. Para reduzir o impacto na movimentação de cargas, Bruno Stupello buscará ampliar a produtividade dos berços liberados. E, dependendo da fase da obra, pretende liberar o ponto de atracação em reparos para embarques e desembarques em feriados e finais de semana.

“Essa era uma obra necessária para os operadores da Ilha Barnabé e vamos entregar berços para mais 30, 40 anos”, destacou o diretor.